A Ordem Sagrada do Cristal Mágico

Amigos!

Escrevi este conto no início como uma brincadeira.

Agora estou tendo a oportunidade de publicá-lo através da Bookess, um portal online de publicação de livros muito interessante.

Confira e compartilhe com seus amigos!

http://www.bookess.com/read/16487-a-ordem-sagrada-do-cristal-magico

A Ordem Sagrada do Cristal Mágico – Parte 2

Seguiam pelas ruas da cidade, o mendigo e o velho.

‘Vai demorar muito?’, perguntou o mendigo.

‘Já estamos chegando, é logo ali depois daquela favela.’, disse o velho.

De repente, dois favelados observaram os dois mendigos caminhando, e perguntaram:

‘O que é isso, uma procissão dos miseráveis?’, disseram os favelados.

‘Não interessa.’, retrucou o mendigo.

‘Estamos indo para nosso território.’, disse o velho.

‘Esse velho já caducou faz tempo’, pensou o mendigo.

‘Que território?’, perguntaram os favelados.

‘Se vocês querem saber, vão ter que nos acompanhar’, disse o velho.

Como não tinham nada pra fazer, os dois favelados começaram a seguir o mendigo e o velho pelas ruas da cidade.

De repente, uma viatura policial aborda o grupo, e o policial pergunta: ‘esse grupinho não tá pensando em fazer besteira né!’

Na mesma hora os dois favelados, que provavelmente estavam devendo alguma coisa, começaram a suar frio.

‘Que nervoso é esse?’, perguntou um dos policiais.

Percebendo que o clima estava esquentando, o mendigo tentou amenizar: ‘seu guarda, estamos só de passagem, não vamos arrumar problemas.’

De repente, um dos policiais diz: ‘ei, eu conheço você, li uma matéria no jornal, sobre sua bola de gude, você é gente boa! Podem seguir aí, e não se metam em encrencas.’

Dizendo isso, os policiais foram embora.

Os dois favelados olharam para o mendigo e disseram: ‘cara que sorte você estar com a gente, se não fosse por isso, a essa altura nós já estaríamos em cana. A partir de agora você pode contar com a gente para o que precisar’.

‘Eu te disse que essa bola de gude é magica.’, disse o velho com um brilho místico no olhar.

‘Ai meu Deus’, pensou o mendigo.

Tudo o que ele queria era sossego e agora tinha uma turma de seguidores devotos da sua bolinha de gude.

Enquanto ainda estava pensando numa forma de se livrar dessa dor de cabeça um grupo de cinco mendigos se aproxima.

‘Como vocês fizeram pra se livrar daquela viatura tão facilmente? Nós acabamos de levar uma geral bem dolorida!’.

‘Nós estamos com o portador da bola de gude da sorte’, disse um dos favelados.

‘Bola de gude da sorte não’, respondeu o velho, ‘bola de gude mágica!’

‘Como assim?’, perguntou um dos cinco.

Foi preciso mais de uma hora para explicar aos cinco mendigos toda a historia, já com os aumentos místicos do velho, e os aumentos devotos dos dois favelados.

As tentativas do mendigo de explicar a natureza real das situações era constantemente ignorada.

Sem pensar duas vezes, os cinco mendigos se juntaram ao grupo que agora já se tornava um bando.

‘Onde isso vai parar?’, o mendigo se perguntava.

(Continua)