Política

É difícil falar de política. Primeiro porque é difícil mesmo, é uma questão complexa. E segundo porque é preciso ter um bom entendimento não apenas do seu atual contexto, mas também fazer uma boa análise histórica.

Não se pode simplesmente dizer “A Dilma afundou o Brasil” e coisas assim. Afundou como? Afundou porque? E foi mesmo a Dilma? Aliás o Brasil está afundado? Ela pegou o barco aonde? Dúvidas!

Nós vivemos em uma estrutura política complexa. Vivemos em um município, que faz parte de um estado, que faz parte de uma federação. Com isso nós temos um contexto político municipal, estadual e federal. Vereadores, prefeitos, deputados estaduais e federais, governadores, senadores, ministros, presidente, ufa!

Quando você diz que o Brasil faz investimentos precários em infraestrutura, saúde e educação, está se referindo a qual desses contextos?

Tenho certeza que você dirá: os três. E aí começa mais uma complicação. Se todos os âmbitos políticos são insatisfatórios, já não dá pra atirar todas as pedras na presidente. Mas até hoje não foi feita uma passeata contra o Haddad ou contra o Alckmin. Digo isso porque não vejo “fora Haddad” nem “fora Alckmin”, mas vejo “fora Dilma”. Pelo menos não com a mesma força.

O problema só vai aumentando: quais insatisfações que você incorpora dentro do seu “fora Dilma”, deveriam ser “fora Haddad” ou “fora Alckmin”, e mais difícil ainda: como anda o governo de cada um?

Então surge a última das complicações que eu gostaria de expor aqui: não sabemos acompanhar a política, cobrar promessas, não sabemos o que fazer em relação a isso, e não sabemos votar direito. Mas sabemos que não está bom.

E o complicado é que tem muita coisa ruim. Se fosse só um pouco ruim, a gente ia dizer que tá ruim mas tá bom. Ou como dizia minha vó: se estiver tudo certinho não faz mal que esteja um pouquinho errado.

No fim das contas fica uma situação estranha. Eu sei que tá tudo ruim mas não sei direito o que está ruim e o que está bom, só sei que está piorando.

As Dificuldades

Há um texto na bíblia que diz: “… também nos gloriamos nas tribulações; sabendo que a tribulação produz a paciência, e a paciência a experiência, e a experiência a esperança …” Romanos 5:3,4.

Sempre fiquei um pouco incomodado com isso. Quem “se gloria” da tribulação?

Atravessar a tribulação é ruim demais, e ninguém gosta. Ninguém vê motivo nenhum para se “gloriar”. Nós temos vergonha da tribulação. São poucas as pessoas para quem nós abrimos nosso coração e dizemos o quanto estamos tristes, quando assim estamos. Como já disse um poeta ao afirmar “é proibido pensar”, eu também afirmo: “é proibido ficar infeliz”.

Felizmente sempre aparecem umas poucas pessoas, que mesmo sem dizer muita coisa confortam seu coração apenas com a presença delas.

O momento de dificuldade é um momento confuso, em que você não entende direito o que está atravessando, e não sabe direito o que quer. Se Deus aparecesse pra você e dissesse: “eu vim para livrá-lo da tribulação e para isso farei qualquer coisa, diga-me agora o que você quer”, será que você saberia exatamente o que responder? Certamente viriam efeitos catastróficos como conseqüências de ter seus desejos atendidos pelo gênio da lâmpada.

Talvez a melhor coisa a se fazer em relação à tribulação seja mesmo passar por ela. Atravessá-la. Sentir seus efeitos dentro de você. Muitas vezes a tristeza, naquelas noites sombrias em que seu coração parece que vai explodir dentro de você. Muitas vezes a angústia, a solidão, o desespero e a agonia.

Às vezes, porém, você sente seus músculos trabalhando. Seus músculos emocionais e espirituais. Você começa a se sentir mais forte. Você começa a se sentir mais acordado, mais vivo.

A tribulação é como uma onda. Você está no mar, a onda está vindo, e ela é grande e terrível. Primeiro você tenta nadar pra um lado, e ela vem e te leva pro fundo. Depois você tenta fugir nadando para a margem, ela pega você novamente e te leva para o fundo. Depois ela vem novamente e você num gesto de bravura irracional resolve enfrentá-la de frente com suas forças, e novamente ela leva você para o fundo. E cada vez que você vai para o fundo, você engasga, perde o ar, enrosca seus pés nas algas, bate seus joelhos nas pedras.

Até que você então resolve atravessar a onda. Ela vem em sua direção, grande e terrível. Você respira fundo, engole os seus medos, e mergulha na direção dela, bem no meio. Então ela passa direto por você. E você se sente aliviado. A onda passou.

Atravessar a dificuldade é como atravessar essa onda. Com coragem, respirando fundo, engolindo seus medos, e mergulhar na direção dela, bem no meio.

E vem uma nova onda, e você novamente passa por tudo aquilo de novo. Medo, preocupação. E começa seu exercício de paciência. Porque você atravessou uma onda. Mas as ondas não param. As ondas continuam, continuam, continuam. E nunca vão parar. E você atravessa uma, duas, três, mil. E elas continuam.

E a vida é assim, você precisa continuar atravessando. Continuar mergulhando. Até ficar perito em atravessar ondas, e começar a atravessar ondas cada vez maiores. E a cada onda maior e mais alta, um novo medo, e uma nova insegurança. E elas continuam vindo, e você precisa continuar.

Às vezes você se cansa de atravessá-las, e começa a tomar caldo novamente, porque você decidiu que não quer mais atravessar onda nenhuma, e resolve começar a boiar. Como se boiar na água fosse fazer as ondas pararem de vir.

No final, você recebe sua medalha. Não de campeão por chegar em primeiro lugar, mas de honra ao mérito por ter atravessado todas as dificuldades da vida.

Talvez seja isso então. Honra ao Mérito!

A Droga do Sucesso

Cheguei a conclusão que odeio o sucesso. Pessoas bem-sucedidas são chatas. Possuem o sorriso bem-sucedido de pessoas que são felizes com a vida que tem.

Pessoas bem-sucedidas riem todas ao mesmo tempo bem alto, de piadas que não fizeram o menor sentido.

O bem-sucedido precisa soltar uma piada bem engraçada, pra todos acharem ele uma pessoa muito legal. Então ele estufa o peito, solta um sorriso campeão e manda aquela piadinha manjada.

Pessoas bem-sucedidas são barulhentas. Porque? Bem, porque elas podem. Elas chegam fazendo barulho e incomodando todos os que estão no recinto tentando trabalhar, porque o sucesso delas permite que elas incomodem os outros.

Pessoas bem-sucedidas precisam ter o cumprimento – o ato de cumprimentar – firme e sincero, exalando profissionalismo no olhar.

Pessoas bem-sucedidas não têm tempo a perder com futilidades. Jogos? Apenas aqueles que são indispensáveis para que ele se mantenha por dentro das novidades.

Elas andam por cima, na crista da onda, perseguem os empregos do momento e sabem tudo sobre o que é indispensável saber no momento, para ser bem-sucedido.

No momento é “cool” ser nerd? Vamos todos comprar nossa canequinha do super homem, naquela lojinha geek desconhecida até ontem, e deixá-la pegando poeira em cima da mesa.

Pessoas bem-sucedidas andam com uma expressão ocupada na rua, em seus figurinos monocromáticos e sapatos e bolsas caríssimos feitos de couro legítimo de ratos nobres costurados por escravos na Indonésia.

Discutem sobre os últimos lançamentos de tudo: eletrônicos, carros, roupas, tecnologias, e tudo o mais. Consideram as coisas que surgiram primeiro como as ultimas, e as que saíram por ultimo as primeiras.

Pessoas bem-sucedidas sabem mais. Sabem tudo. Não porque elas se dedicaram ao estudo de tudo, mas porque elas devoram a overdose de verborragia que vaza pelo esgoto das redes sociais diariamente, e andam com o dedo no gatilho do Dr. Google.

Pessoas bem-sucedidas não desviam de você na rua. Não porque elas sejam grosseiras ou mal-educadas. Na verdade elas são incrivelmente mais educadas do que você, elas sabem tudo sobre isso. Mas é porque elas não viram você.

Elas não conseguem enxergar as pessoas fracassadas na rua, a não ser que seja para fazer uma observação analítica sobre o fracasso delas. Por isso se você visualizar aquele paletó cinza-chumbo vindo a toda velocidade na sua direção, deixe ele passar.

Mas o que mais eu admiro é a sua nobreza. Como são nobres os bem-sucedidos! Uma nobreza profunda, de pessoas que entenderam as verdadeiras importâncias da vida, e transmitem isso a você com um olhar sublime.

E quando penso naquele campeão bem-sucedido, me lembro de uma música dos Titãs:

“Bichos Escrotos
Saiam dos esgotos
Bichos Escrotos
Venham enfeitar
Meu lar!
Meu jantar!
Meu nobre paladar!…”

A Ordem Sagrada do Cristal Mágico

Amigos!

Escrevi este conto no início como uma brincadeira.

Agora estou tendo a oportunidade de publicá-lo através da Bookess, um portal online de publicação de livros muito interessante.

Confira e compartilhe com seus amigos!

http://www.bookess.com/read/16487-a-ordem-sagrada-do-cristal-magico

Já Procurou Jesus no Google?

Jesus havia morrido.

Mas o que muita gente não sabia, é que ele tinha ressuscitado. Estavam todos tristes, arrasados com a perda do seu Mestre. Um grupo de mulheres foi ao túmulo de Jesus, para passar perfume em seu corpo e chorar.

Quando chegaram lá encontraram o túmulo vazio, e ficaram atônitas, sem saber o que fazer.

Foi então que um Anjo do Senhor apareceu para elas, dizendo:

– Porque vocês procuram entre os mortos, aquele que vivo está?

E qual é a lição que eu e você podemos tirar disso?

Temos que aprender a procurar as coisas nos lugares certos. As mulheres estavam procurando entre os mortos, aquele que estava vivo. Você não vai encontrar Jesus no Google, no Facebook ou no Twitter, isso pra não mencionar certas “Igrejas” por aí.

Até hoje o túmulo de Jesus não foi encontrado, porque ele não está mais lá.

Porém não é só isso. Nossa vida é recheada de escolhas, e muitas delas erradas, mas o que você não vê muita gente dizendo por aí, é que nossa vida também é recheada de buscas erradas.

Pare e Pense: você está procurando as coisas no lugar errado?