A Igreja

Por incrível que pareça ainda existem pessoas em dúvida sobre isso. Para esclarecer esse assunto de uma vez por todas, vou dar a seguir uma série de explicações curtas e fáceis de entender.

Igreja

Essa estrutura dominical religiosa, ou seja, ir à igreja aos domingos e cantar louvores, sentar e escutar alguém falar em nome de Deus, é um engano.

Dízimo

Pastores que pedem aos seus fiéis que deem o dízimo, por qualquer motivo que seja, ou são ignorantes ou mal-intencionados.

Não existe dízimo. Isso é uma mentira perpetuada. Pare de ser enganado.

Louvor e Adoração

Essa estrutura religiosa de preparar o povo para a palavra que vai ser ministrada é enganação e manipulação.

Louvor é íntimo, expontâneo e simples.

Adoração brota dentro de você, ministrada pelo próprio espírito quando ele assim o quer.

Pare de tratar Deus como um soberano psicótico.

Culto

Culto brota dentro de você, simples e singelo. Brota conforme a sabedoria multi-forme de Deus, através do Espírito Santo.

Ir ao mesmo lugar, com as mesmas pessoas, e repetir sempre o mesmo ritual é engano.

Você na praia com seus amigos sendo feliz é culto. Você no McDonalds com sua família é culto.

O que passa disso é engano e mentira.

Chega de mentira. Você pode ir a igreja quando quiser, e se não quiser ir nunca mais você pode também, e não haverá retaliações espirituais por causa disso.

Nunca mais deixe ninguém usar situações da vida para aprisionar você.

Conclusão

Pastores e estruturas religiosas aprisionam as pessoas, como as sanguessugas. Sem o fluxo de sangue delas eles não sobrevivem. Uma estrutura religiosa não sobrevive sem o seu trabalho gratuito, e sem o seu dinheiro. Você é um escravo espiritual.

Eles usam o medo para manter você aprisionado. Eles dizem: cuidado! Satanás está ao redor! Cuidado com as palavras estranhas! O inimigo anda disfarçado.

E com palavras assim eles levam milhões e milhões de pessoas simples, humildes ou simplesmente desavisadas, por um caminho de religiosidade.

Toda vez que alguém tentar usar o medo para convencer você a fazer qualquer coisa, lembre-se: o perfeito amor lança fora todo medo.

Convém?

Uma vez me perguntaram:

“É proibido ouvir música do mundo?”

Deixando de lado aqui a discussão do “o que é mundo?”, eu e você sabemos que a pessoa que faz essa pergunta quer saber se ela pode ouvir música que não é gospel.

É incrível como essa dúvida é uma dúvida comum. Normalmente esse assunto gera muita discussão. Os líderes religiosos um pouco mais sensatos não vão querer entrar em debates com um tema desnecessário como esse e vão usar discursos brandos e abstratos.

Alguns porém vão dizer que isso é proibido.

Um dia, uma evangélica me perguntou com um ar desafiador, quando eu tentei gerar uma discussão em torno disso: “essa música está louvando ao nome do Senhor?”

Eu não poderia dizer que sim, porque a música tinha visivelmente outras intenções. E não estou dizendo que eram intenções erradas, apenas que a música não tinha a intenção de louvar ao Senhor.

Esse argumento deixa você sem saída, porque se a música não glorifica ao nome do Senhor, você tem mais do que os argumentos que precisaria ter para dizer que não deve ouví-la.

Mas aí é que se encontra um engano muito comum. Eu não preciso ouvir apenas as músicas que glorifiquem o nome do Senhor. Eu posso ouvir outras músicas. Eu posso ouvir o que eu gosto de ouvir.

É um apelo muito comum do evangélico estabelecer que nós só podemos fazer as coisas que glorifiquem ao Senhor, e com isso determinar uma enorme lista de “isso pode” e “isso não pode”.

Porém, o evangélico parece não saber que não é em torno disso que nossa vida deve girar.

Abandone a discussão do “pode” e “não pode”.

Abandone os intermináveis  debates do “todas as coisas me são lícitas mas nem todas me convém”.

Muitas vezes o que “convém” está sendo determinado por interesses dos mais variados tipos, e você está achando que está obedecendo ao Senhor.

Você está sendo enganado por esse discurso.

Você pode ouvir as músicas que gosta.

Mas a pergunta que deveria existir aqui, não é se você “pode” ou “não pode”. A pergunta deveria ser: estou causando mal a alguém? Estou ferindo meu irmão? Estou ferindo meu próximo?

Em torno disso que nossa vida deveria girar.

A Supremacia Espiritual

Como é curioso ver o cristão de hoje em dia discutindo suas convicções e tentando ser superior a todos, em tudo.

Muitas vezes acho engraçado como nós seres humanos somos tão convictos de certas coisas. Gostamos de declarar nosso conhecimento, nossa sabedoria, e adoramos afirmar as coisas. Eu me pergunto, o quanto de tudo isso nós podemos considerar realmente como sabedoria, conhecimento e inteligência.

Será que ao final nós iremos crescer e aprender como as coisas realmente funcionam, e perceber que toda nossa convicção e sabedoria não terão passado de grandes passos dados no escuro?

Estive lendo um dia desses um texto em Romanos, que me trouxe uma série de reflexões.

Ele dizia assim:

  • Ora, quanto ao que está enfermo na fé, recebei-o, não em contendas sobre dúvidas – Romanos 14:1

O que significa a expressão Enfermo na Fé?

Talvez seja alguém cuja Fé ainda não atingiu um estágio mais elevado de compreensão. Uma fé simplória, humilde. Uma fé que não apresenta grandes conhecimentos bíblicos e não consegue entender ou discutir grandes questões, filosóficas ou religiosas.

Uma fé que talvez interprete incorretamente as questões da fé. Uma Fé que é pequena e precisa de auxílio, e por isso Paulo diz “recebei-o”.

Este “recebei-o” possui um ar um tanto quanto paternal, como se Paulo estivesse dizendo: Compreenda, receba e acolha aquele que possui uma fé ainda em desenvolvimento.

Portanto, fazendo uma tradução (segundo eu mesmo!), teríamos:

  • “Ora, quanto ao que está enfermo na fé, recebei-o”

Seria o mesmo que dizer:

  • “Compreenda e acolha aquele que possui uma Fé ainda em desenvolvimento”

E o texto ainda continua com a orientação: “não em contendas sobre dúvidas”.

Esta frase me leva a pensar que Paulo está desencorajando qualquer tipo de discussão, debate ou argumentações sobre as questões duvidosas da Fé, com aqueles cujo entendimento ainda está por atingir um patamar mais amadurecido.

A recomendação de Paulo pode parecer desnecessária num primeiro momento, mas ao observar o comportamento geral do Cristão, podemos perceber uma nítida mania – ou complexo – de inteligência. Ou poderíamos dizer mania de santidade. É como se existisse uma disputa velada (ou declarada) sobre quem possui mais maturidade religiosa.

Paulo sabia que existiam algumas questões mais complicadas para o entendimento, que poderiam confundir alguns dos Cristãos menos esclarecidos e que tais questões poderiam não representar desafios para os mais esclarecidos, e desencoraja esse tipo de “confronto”.

Porém aí é que entra, na minha opinião, uma das classificações curiosas a respeito da Fé.

Aquele que determina quem é mais ou menos esclarecido em relação à Fé está usando qual critério para estabelecer o raciocínio? É menos esclarecido na Fé aquele que recebeu a Fé Cristã há menos tempo? Ou aquele que é menos instruído?

E sobre qual tipo de instrução estamos falando, a instrução religiosa, ou a instrução secular? Ou ambas? Ou a instrução Divina?

Qual é o critério?

Não há uma resposta pra isso, e de qualquer maneira às vezes eu tenho a nítida sensação de que nossas convicções estão todas distorcidas, e de acordo com elas nós distorcemos de igual maneira os ensinamentos bíblicos, mesmo que eles estejam escrito em português claro, formal, correto e revisado.

E são sobre convicções como essas, distorcidas e duvidosas, que nós determinamos quem é mais ou menos instruído, quem é mais ou menos enfermo na fé, e quem é mais ou menos esclarecido nas questões religiosas, quando na verdade somos igualmente cegos.

E Paulo foi muito inspirado pelo Espírito Santo ao dizer: “Ora, quanto ao que está enfermo na fé, recebei-o, não em contendas sobre dúvidas”.

Digo isso porque, considerando qualquer ponto de vista, esse ensinamento colocaria um fim em qualquer disputa.

O raciocínio é simples: imagine duas pessoas, uma considerando a outra como sendo imatura na Fé.

Para ambas Paulo diz:

“Compreenda e acolha aquele que possui uma Fé ainda em desenvolvimento, sem debates ou argumentações.”